sábado, 27 de agosto de 2011

Carta privada do General Dalrymple ao Tenente-Coronel Murray (27 de Agosto de 1808)





Quartel-General, Ramalhal, 1 da tarde de 27 de Agosto de 1808.



Meu caro Senhor:


Recebi a vossa [carta] de ontem através dos postos avançados, mas sem perceber claramente como ali chegou.
Concordo convosco em relação ao artigo relativo à passagem do Tejo, e penso que se poderia imaginar um ajuste melhor; mas devemos ter a posse imediata do Tejo, e de todas as baterias que defendam a sua passagem ou o ancoradouro.
Penso que é inadmissível a pretensão da troca dos prisioneiros espanhóis; estes deviam ser libertados imediatamente. Devemos consultar sobre este assunto não só os interesses, mas também os sentimentos da nação espanhola.
O [navio] Vasco da Gama e as fragatas não pertencem aos franceses; e segundo as bases desta Convenção, eles apenas poderão levar as suas bagagens individuais.
Não vejo necessidade alguma dos Chefes se encontrarem para assinarem a ratificação; de qualquer maneira, se a medida for levada avante, penso que se deveria tomar previamente uma posição segura, e o local do encontro deveria ser neutro.
O sr. [Aires] Pinto [de Sousa], que esteve alguns dias por aqui, da parte do General português [Bernardim Freire de Andrade], falou de muitos aspectos que pensa que a sua nação deveria esperar, em particular, que certos indivíduos nefastos deveriam ser obrigados a partir com os franceses; mas não tenho nenhuma comunicação do General sobre estes assunto, apesar de o ter encorajado a me enviar uma.
Dei ordens para que as tropas portuguesas se mantenham dentro da linha de demarcação, e espero que assim o façam; mas não posso afirmar categoricamente que o farão.
Escrevi-vos hoje de manhã bem cedo, através de Lord Fitzroy Somerset.

Hew Dalrymple,
Tenente-General

P.S. Incluo uma cópia parcial duma carta que recebi hoje, da parte de Sir Charles Cotton; o início não é importante. Talvez saibais o que é que ele quer dizer, e se se opõe a alguma parte da base, para além do que se eliminou por sua causa.

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