segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Carta do General Wellesley a Lord Castlereagh, Secretário de Estado da Guerra do Governo britânico (5 de Setembro de 1808)



Zambujal, 5 de Setembro de 1808.


Meu caro Senhor:

Recebereis da minha parte por este mesmo meio uma longa carta sobre as nossas operações futuras. Esta diz respeito somente às minhas vistas privadas. É-me bastante impossível continuar durante mais tempo com este exército; e desejo, portanto, que me permitais regressar a casa e retomar os deveres do meu ofício, se ainda estiver no cargo, e se for conveniente para o Governo que eu o retome; ou, em caso contrário, que possa permanecer com o estado-maior na Inglaterra; ou, se tal não se puder pôr em prática, que eu permaneça sem emprego. Sereis informado por outros acerca das várias causas que tenho para estar insatisfeito, não só com as medidas militares e públicas do Comandante em Chefe [Dalrymple], mas com o tratamento que ele me deu. Estou convencido que é melhor para ele, para o exército e para mim, que eu parta; e quanto mais rápido, melhor. Depois de vos ter escrito no dia 30, a Convenção regressou com a ratificação de Junot, embora tenha sido materialmente alterada. Penso que não temos meios suficientes do Tejo para obtermos um ancoradouro seguro; não nos foi concedida a navegação do rio; e como não insistimos sobre a posse da Torre de Belém, a qual era pedida nas alterações do dia 29, os transportes não podem entrar sem ir até àquela parte do rio ocupada pelos russos e pelas tropas francesas, o que entendo que o Almirante [Charles Cotton] não irá consentir. Ainda não vi a Convenção, e não conheço o seu conteúdo.
Acreditai em mim, etc.,

Arthur Wellesley

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