quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Carta do General Wellesley ao Almirante Charles Cotton (25 de Agosto de 1808)




Ramalhal, 25 de Agosto de 1808.



Meu caro Senhor: 

Recebi as vossas cartas do passado dia 22, e fico muito agradecido e altamente lisonjeado pelo gracioso modo como me felicitastes pelos nossos sucessos do dia 17. O sucesso do dia 21 foi mais completo; e o exército francês teria sido completamente derrotado se eu não tivesse sido impedido de seguir o meu golpe tal como queria.
Agradeço-vos muito pelos nomes dos oficiais em Lisboa. 
Na minha opinião, o povo de Lisboa beneficiará se ficar quieto até que estejamos entre eles e o exército francês; em todo o caso, duvido da conveniência de lhes entregar armas. Previa-se que as armas que foram enviadas comigo seriam entregues unicamente se eu estivesse seguro do grande benefício que derivaria do seu uso; e por esta razão sempre declinei entregar algo a não ser às tropas cuja perícia e conhecimento do uso de armas pudessem esperar alguma vantagem. Consequentemente, devo recomendar-vos a não entregardes armas aos habitantes de Lisboa ou aos paisanos de qualquer outra parte do país. É claro que devemos armar as tropas espanholas; mas antes que isto seja feito, será necessário libertá-las.
Concordo completamente com a vossa opinião em relação à frota russa. Não devemos permitir que os franceses interfiram de qualquer modo entre nós e os russos; e apesar de eu ter assinado o acordo para a suspensão de hostilidades conforme a vontade do Comandante em Chefe [Dalrymple], considero que foi um feliz acaso que, devido à vossa interferência, aquele artigo foi riscado; e se a Convenção chegar a ser feita, será sobre uma nova base.
Acreditai em mim, etc., 

Arthur Wellesley


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