sábado, 6 de agosto de 2011

Carta do Conde da Ega ao Juiz de Fora da Castanheira (6 de Agosto de 1808)



Remeto a Vossa Mercê a cópia do decreto [de 1 de Julho de 1808] pelo qual o Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Duque de Abrantes me nomeou Conselheiro do Governo encarregado da Repartição da Justiça. 
As actuais ocorrências me precisaram a dirigir aos magistrados a fala que também remeto, para que Vossa Mercê procure promover quanto estiver da sua parte a paz, tranquilidade e sossego nos povos do distrito [=termo] da sua jurisdição, a fim de merecerem os benefícios que lhes estão prometidos e evitarem as desgraças com que estão ameaçados, se assim o não praticarem, como por tantas vezes lhes tem sido recomendado. O exemplo recente que neste momento cobre de luto a nação inteira, vendo a antiga cidade de Évora punida por haver sucumbido à sugestão insidiosa dos insurgentes espanhóis, é bastante [par]a fazer cessar a continuação destes males; ali, porém, as ordens de Sua Excelência o Senhor General em Chefe se têm executado; se algum portugueses foram vítimas no calor da acção, os que depois se humilharam, ainda que encontrados com as armas na mão, têm sido perdoados. 
Deus Guarde a Vossa Mercê. 
Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça, em 6 de Agosto de 1808. 

Conde da Ega 

[Fonte: Discurso do Imortal Guilherme Pitt..., pp. 99-101].

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