quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Carta da Junta de Évora ao General Dalrymple (7 de Setembro de 1808)






Évora, em Junta, 7 de Setembro de 1808.


A nação britânica, sempre aliada a Portugal, mostrou agora mais do que nunca os seus sentimentos de generosidade para connosco, por cuja razão esta Junta reconhece em Vossa Excelência um dos nossos libertadores. Num tempo em que, com temor, víamos abertos as passagens importantes da Moita e da Aldeia Galega [=actual Montijo], através das quais os inimigos avançaram cruelmente para saquear esta cidade abandonada, que sentirá os efeitos dos seus excessos durante muitos anos; e com o objectivo de evitarmos futuramente semelhantes mal-entendidos, rogamos a Vossa Excelência para tomar em consideração o estado das ditas passagens, a fim de permitir que ajamos nesta província como uma parte importante da Monarquia, e de mostrarmos a nossa lealdade e a nossa generosidade a um verdadeiro amigo desta nação e de cada uma das províncias, muito particularmente desta, por se achar tão ameaçada.
Deus guarde, etc., 
Évora, 7 de Setembro de 1808.

D. Sebastião José Barbosa Cordovil, Presidente.
D. Francisco Manuel Couceiro da Costa.
D. Manuel Freire da Costa.
D. João de Mesquita Pimentel e Pavia.
D. António Mexia Couto Galvão Pereira.
D. Nuno José dos Santos.



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Nota:


Repare-se que Frei Manuel do Cenáculo, apesar de presidir a Junta de Évora, não assina este documento, pois encontrava-se preso em Beja, como adiante se verá.

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